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O símbolo
Etimologicamente a palavra “símbolo” tem sua origem no grego synballein (syn, junto + ballein, atirar), que significa união dos opostos, unir o conhecido com o desconhecido, o inconsciente. A palavra “sintoma” vem de syn + piptõ (syn, junto + piptõ, queda), que quer dizer “duas coisas que se unem em queda” (Funk e Wagnalls, 1950), enquanto “clinicar” significa “inclinar-se sobre aquele que está caído” (isto é, o doente com sintoma). Na medida em que o símbolo implica a união de algo consciente com algo inconsciente, ele sempre provoca emoção, isto é, um “movimento para fora” ( e + moção), movimento do sistema nervoso vegetativo, simpático e parassimpático. Dessa forma, temos…
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Uma entidade só:
A alma e o corpo são presumivelmente um par de opostos e, como tais, são a expressão de uma só entidade cuja natureza não se pode conhecer nem a partir das manifestações materias exteriores nem através das percepções interiores e diretas. […] Externamente, este ser é um corpo material, mas considerando do interior, parece constituído de uma série de imagens das atividades vitais que têm lugar no organismo. (Jung, 1972, p. 619)
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Sonhador lúcido
Ou seja, o indivíduo além de controlar alguns de seus estados oníricos, consegue também ter acesso a certas funções psicofisiológicas. O cérebro humano é tão incrível 🥹 (Rossi, 1986, p. 29)
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Reflexão de Tempos Modernos
Hoje em uma das minhas últimas aulas de psicoaprendizagem refletimos e analisamos o filme “Tempos Modernos” de 1936 de Charlie Chaplin. Uma figura além de seu tempo (ou a figura certa pro tempo necessário?) isso já sabemos. Mas ao folhar uma edição especial da Folha de São Paulo a respeito dele – precisamente suas obras cinematográficas – me deparei com essa fala de 1931 que me veio ser tão simbólica para o agora: “O mundo neste momento está em tamanho tumulto de mudança que não há sinais de estabilidade em lugar algum sobre os quais sepossa especular sensatamente a respeito do futuro”. Se em 1931 Chaplin falava isso, em 2025…
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O ser e o nada
[…] meu pecado original é a existência do Outro; e a vergonha – tal como o orgulho – é a apreensão de mim mesmo como natureza, embora esta natureza me escape e seja incognoscível como tal. Não que, propriamente dito, eu sinta perder minha liberdade para converter-me em ‘coisa’, mas minha natureza está ai, fora de minha liberdade vivida, como atributo dado deste ser que sou para o outro. Capto o olhar do outro no próprio cerne do meu ato, como solidificação e alienação de minhas própriaspossibilidades. (O ser e o nada, p. 338)
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Sincronicidade
Sincronicidade refere-se à existência de dois ou mais fenômenos que ocorrem ao mesmo tempo, sem relação de causa e efeito entre si, mas com relação de significado. Os fenômenos da sincronicidade mostram que o não-psíquico pode se comportar como o psíquico e que o psíquico pode se comportar como o somático, sem que haja qualquer relação causal entre ambos. Com esse conceito, podemos perceber melhor que uma imagem não causa determinada sensação e que determinada sensação não leva à formação de uma imagem, mas que ambas estão presentes simultaneamente no organismo, conscientemente ou não. Na medida em que a psique e o corpo formam um par de opostos, sua relação…