
O símbolo
Etimologicamente a palavra “símbolo” tem sua origem no grego synballein (syn, junto + ballein, atirar), que significa união dos opostos, unir o conhecido com o desconhecido, o inconsciente.
A palavra “sintoma” vem de syn + piptõ (syn, junto + piptõ, queda), que quer dizer “duas coisas que se unem em queda” (Funk e Wagnalls, 1950), enquanto “clinicar” significa “inclinar-se sobre aquele que está caído” (isto é, o doente com sintoma).
Na medida em que o símbolo implica a união de algo consciente com algo inconsciente, ele sempre provoca emoção, isto é, um “movimento para fora” ( e + moção), movimento do sistema nervoso vegetativo, simpático e parassimpático.
Dessa forma, temos aqui a chave da psicossomática: por meio do símbolo atingimos as camadas orgânicas profundas e inacessíveis à consciência.

