
Somatização
Categorizar patologias de acordo com entidades de doença não nos permite uma apreciação da dinâmica mútua entre saúde e doença.
Podemos falar de imagens de doenças e não de construtos empíricos em que os sintomas são mais ou menos juntados arbitrariamente, na base da frequência estatística e, se possível, relacionados com um agente particular. (Ziegler, 1983, pp. 23-4)
Nesse contexto, a somatização é o limite imposto pela natureza diante de um excesso de energia canalizado unilateralmente.
A natureza contrabalança essa tendência utilizando o corpo, como se buscasse um meio mais efetivo para realizar suas metas.
“A insensibilidade de nossa saúde determina nossas doenças. Nossa falta de preocupação ou atenção pode ir até certos limites” (p. 13)

